A Igreja e o Terceiro Reich   Leave a comment

                  ( o bom pastor da a sua vida pelas ovelhas )
        O espirito de Pilatos, visto por um jovem dramaturgo alemão nas atitudes do "vigario" de Cristo; Em 1963 Rolf Holchhuth, escreveu a peça Der Stellvertreter ( O Representante de Cristo ) O tema central da obra não deixa de parecer menos surpreendente hoje. Com uma variada documentação sobre a relação entre a Igreja e o Terceiro Reich descontadas as limitações impostas pelo fato de até hoje o Vaticano não ter aberto seus arquivos da época ( Joâo Paulo II abriu em 2003 apenas os arquivos de 1922-1939 ), o que está em questão na peça é o significativo silêncio do papa Pio XII ( Eugenio Pacelli ) frente aos massacres alemães contra os judeus e a sua recusa a condenar abertamente o anti-semitismo e o regime nazista desde o inicio evidentimente criminoso, inclusive com a Igreja Católica e seus fies-, algo que fez apenas em 1945, ano em que o regime capitulou.
    http://olavosaldanha.wordpress.com/auschwitz-treblinka-chelmno-o-holocausto/
      O texto nem chega a mencionar o capitulo possivelmente  mais comprometedor da trajetória pessoal de Eugenio Pacelli como cardeal-secretário de Estado, como núncio apostolico na alemanha e em suas várias atribuições nas relações internacionais, em que cuidava fundamentalmente das relações Igreja-Estado, que ñ deixa de de envolvê-lo, como atestam documentos já tornados públicos, em algo muito maior que um significativo siléncio. Ainda hoje, com efeito, as disputas em torno do problema, com fevorosas defesas de ambos os lados, raramente põem em questão o siléncio como um fato puro e simples.
                ( Rolf Hochhuth, já idoso)
      http://pt.wikilingue.com/es/Rolf_Hochhuth
      Hochhuth tinha pouco mais de 30 anos quando elaborou o texto da peça, que logo se tornou conhecida e foi montada por todo o mundo. Em 24 de setembro de 1963, foi encenada no Stadttheater de Basel, na suiça, e teve na platéia a presença do filósofo Karl Jaspers e sua esposa, Gertrud. Quize dias depois Jaspers já participava de um debate sobre a peça na Rádio Studio basel, com membros de várias denominações religiosas e o próprio Hochhuth. Ele relatou á pensadora Hannah Arendt que ficava vivamente impresionado por ver este alemão de apenas 30 anos, sem qualquer formação academica, envolvido com tal paixão e ânimo na questão do assassinato dos judeus.
         Osservatore Romano, jornal do Vaticano, discreve em 29/03/1963 menimizando os seguintes termos: " Se Hochhuth está correto, então é o papa o culpado pelo assasinato dos judeus e não Hitler, Hilmmer e Eichmann". Em 1964 Hannah Arendt escreve, uma resenha da peça com o titulo  THE DEPUTY: GUILLT BY SILENCE? (recentemente traduzido por O vigário: culpa pelo Silencio? , no livro Responsabilidade e julgamento, da Companhia das Letras).
               ( Hannah Aredt )
   http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2203332,00.html
          Em seu texto, Hannah Aredt principia por afirmar que a peça é praticamente uma reportagem. Em bora tenha de inicio se perguntado sobre a qualidade literária do texto de Hochhuth, em sua resenha diz que o autor parece estar tão interessado na verdade factual quanto na qualidade literária do texto. Quanto a os fatos , começa por afirmar que " considerado como um governante secular, o papa fez o que a maioria dos governantes seculares, embora não todos, fizeram sobre as mesmas circustancias". Considerada como uma instituição entre outras, a Igreja tendeu a se acomodar ao regime e buscou preservar os seus interesses( preservação das associações e propriedades, liberdade de insino).
        A atitude do vaticano, diz Hannah Arendt foi de uma "rigida aderência a normalidade", passando por alto do colapso moral e espiritual de uma europa acerca da qual o que menos se podia dizer é que seguia a normalidade. No fim das contas, é como se a atitude de vaticano frente a Hitler e o  interece em manter boas relações com o Reich indicasse um Estado minúsculo de menos de mil habitantes prevaleceu da Santa Sé sobre meio bilhão de pessoas por todo o mundo. Podemos dizer que mais uma vez os ROMANOS LAVARAM AS MÃOS "LEMBRANDO PILATOS", e nos perguntar se a "neutralidade" politica não comprometeu aqui a condição de guia moral e universal.  ver Mateus 22: 37 a 40
             ( mais de 14 milhoes de vidas dizimadas)
            A defesa do Vaticano, frequentimente argumentou que uma reação ou uma recusa a cooperar com o nazismo teria tornado as coisas piores, descosiderando que houve momentos em que chegaram ao conhecimento da Igreja noticias de varias fontes sobre atrocidades nazistas em relação ás quais dificilmente se poderia imaginar algo pior. Como efeito, o interesse em cooperar e em manter as boas relações com Hitler chegou ao ponto de fazer com que o papa Pio XII não se manifestasse abertamente contra a deportação dos judeus de Roma, em 1943, sob as janelas do "santo padre", na expressão do embaixador alemão na Santa Sé á época.
        
http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&hl=pt-BR&ie=UTF-8&rlz=1T4ADFA_pt-BRBR368BR368&q=karl+jespers
          Era esse o sentido da acusação de Hochhuth contra o Vaticano,  de que o papa falhou em não mobilizar o meio bilhão de católicos sob sua orientação de sua própria influencia, então perguntamos, foi por falta de interesse, ou uma atitude deliberada como outros (anti-semitismo, o anticomunismo e a germanofilia). Será que o papa que era também alemão queria o dominio da raça ariana aqualquer custo? -Sobre sua face Judeus eram deportado p/ sua terra natal e Esterminando inclusive judeus que eram membros de sua  Igreja em Roma.
          A Santa Sé tinha sua própria politica  com o Terceiro Reich, e até a deflagação da guerra era até mais amigável que a do episcopado alemão, que chegou a condenar abertamente o nazismo e seu racismo mesmo antes da ascenção de Hitler e teria sido obrigado a ceder p/ viabilizar a Concordata do Vaticano com o Reich. O interesse do Vaticano em manter a Concordata assinada com Hitler em 1933, a preservar os interesses católicos ( á exceção dos judeus catolicos), a despeito das várias violações alemães, resultou mais efetivamente em um decreto de silêncio perante as ações do regime.
      
      Ademais, já em março de 1933, o papa Pio XI – antecessor de Eugenio Pacelli e de quem ele era cardeal-secretário de Estado louvava em Hitler a promoção da cruzada antibolchevista na Alemanha. Pode-se afirma que o perigo do comunismo balizou a avaliação da Santa Sé da maior parte dos eventos politicos na primeira metade do século passado, p/ melimitar q é mais evidente. Na concordata com o Reich,  e suas inúmeras violações, Hitler soube aproveitar bem este temor, sempre argumentando (durante a Guerra Civil Espanhola, por exemplo), q sob o comunismo poderia ser pior. Independente disto, foi o próprio papa quem congratulou o ditador Franco pela"vitória católica na Espanha". 
       A situação dos Judeus convertidos ao católicismo é analisado por Hanna Arendt: "Não posso deixar de pensar que se houve algum grupo de pessoas mais abandonado por toda a humanidade do que os judeus viajando p/ sua morte, deve ter sido esse de católicos " não arianos" que deixaram o judaismo e que eram agora separados, como um grupo á parte, pelos mais altos dignitário da Igreja". Com efeito, a despeito de protesto que  logo cessaram a hierarquia alemã aquiesceu às leis de segregação nazistas e foi obrigada a reconhecer na prática que o batismo catolico não é capaz de tornar cristão um judeu. Doravante, os cristãos convertidos tiveram pavimentado o caminho que os conduziria à morte- inclusive Edith Stein, Filósofa carmelita convertida de origem judaica, que morreu em Auschwitz e já na primavera de 1933 havia exortado o papa Pio XI, sem sucesso, a publicar uma declaração categórica contra o anti-semitismo. ver Mateus7 : 15 
         
     
       Esteve nas telas dos cinemas e chegou às locadoras de video brasileiras, o filme Amém do cineasta grego Costantin Costa-Gravas, que esteve em Salvador 28 a 31 de março de 2005, por conta do Seminário Internacional de Cinema Audiovisual- a mais recente manifestação de uma tempestade cujo inicio remonta há 40 anos. A disputa em torno do filme desencadeada por seu tema e principalmente por seu cartaz, elaborado pelo polêmico Oliveiro Toscani (Benetton), com a suástica de Hitler associada à cruz de Cristo. Para além do fato que o cartaz é muito mais incisivo que o filme e talvez do que dos fatos, o que nos  interessa aqui é aceitar o convite do filme a pensar no assunto- a obra antes de tudo rompe o silêncio e se afirma como um manifesto contra a indiferença.
          ( Costantin Costa Gravas)
          http://www.oolhodahistoria.ufba.br/artigos/amem-soleni-fressato.pdf
         O papa Pio XII aparece na pelicula como um diplomata mais que como um lider espiritual e moral. Seu silêncio é associado indiretamente às articulações politicas do Vaticano p/ defender seus interesses. Sem explorar a fundo as eventuais ambiguidades dos personagens, o filme prima por apresentar com vigor a sua presença pública, evidenciado as consequências trágicas da omissão em tempos sombrios. Costa-Gravas sustenta que desejava fazer um filme que considerasse o lado dos alemães, e não primariamente o das vitimas: "Eu me perguntava como era possivel que tantas pessoas levantassem de manhã, durante quatro anos, para ir metodicamente a um trabalho que consistia em destruir outras pessoas".  VER MATEUS 7: 21 A 23
             ( PORTÃO PRINCIPAL DE  AUSCHWITZ )
              http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-139474324-amem-filme-europeu-dvd-original-_JM
         Na pinião do diretor, o filme não emite um juizo, ele mostra uma verdade histórica- "o papa nunca levantou a voz contra o Holocausto, mesmo sabendo de tudo"- e deixa o expectador a prerrogativa de julgar. Segundo ele, a defesa da posição da Igreja segue a lógica de que " se uma reação diante da opressão pode ter resultado, então é melhor não semexer. eu acho que  devemos sempre resistir contra o impossivel".
     Com efeito, esta lógica desconsidera que a ação de vários católicos que contribuiram isoladamente p/ salvar inúmeros judeus poderia ter se tornado um movimento de grandes proporções se o papa se posicionasse abertamente e colocasse a estrutura da Igreja á disposição da resistência. Cabe notar ainda que  o filme foi lançado, coincidentimente, em uma involuntária ironia, no momento em que a Igreja Católica se discutia novamente a beatificação de Pio XII.
      ( auschwitz hoje é um museu)
          É inegável que surgiu uma infinidade de novos documentos, em grande parte também em vista  da polémica desencadeada por Hochhuth, e agora pelo filme, que atestam inúmeras iniciativas isoladas da hierarquia eclesiástica e algumas outras iniciativas da Santa Sé. De qualquer modo, é realmente insustentável supor que o papa Pio XII, tenha sido o responsável por Auschwitz ou pelo nazismo.
                 http://www.maozisrael.com.br/holocausto/holocausto.htm
 
                 " Para a culpa, é necessário que se tenha feito algo, e mesmo o pecado da omissão ainda implica que se poderia ter agido e que, por conseguinte, a abstenção é uma espécie de ação, só que de um outro modo. Assim como o silêncio pode ser um outro modo de falar".  Hannah Arendt
   –Dos 14 milhoes de assasinados 6 milhoes eram judeus-
 
      De ADRIANO CORREIA  doutor em Filosofia pela Unicamp e organizador do livro Transpondo o abismo – filosofia e politica em Hannah Arendt (Forense Universitária,2002) http://www.slideshare.net/AmordeMae/holocausto-imagens-chocantes?from=share_email 
  E mais uma vez se cumpriu a escritura: ver mateus; cap.27: 24 e 25
 " ver tambem apocalipse capitulo 17 ; 01 a 18
 
  

Publicado 13 de junho de 2010 por mundomartins4766 em Não categorizado

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